Update do sumiço:
Até poderia justificar minuciosamente o sumiço,  mas o fato é que vira e mexe eu desapareço daqui, resumidamente os semestres começam a ficar complicados na faculdade e a greve que atrasou todo o calendário de 2016/I não colaborou muito para meu animo em 2016/II, mas segue a vida que as férias tão logo ai. Três semanas!
Nesse meio tempo, além de chorar no cantinho porque quero férias ler muita coisa pra faculdade, também li mais algumas coisas terminei um novo livro da Sophie Kinsella, “Lembra de Mim?”, que sinceramente achei ser um pouco abaixo da linha dela no quesito comédia, e meio arrastado. Porém, ainda um bom livro. Terminei  “As Duas Torres” que como já era de se esperar é meu favorito da trilogia, e passei da metade de “O Retorno do Rei”, o que significa que minha síndrome de final, que eu falei nesse post aqui, se pronunciou com uma força absoluta. Dentre as leituras também finalizei o primeiro livro da Trilogia Bourne, que não tem nada haver com o filme, mas isso é assunto pra um post futuro.
Por falar em TV, terminei os episódios disponíveis de Mr. Fissher Murder Misterys, próxima resenha a aparecer aqui no blog na série The Oldest Badass Female, adiantei a maratona de Prison Break, já que a série volta ano que vem e eu já não lembrava tão bem assim de alguns detalhes... Enfim, deixa eu parar de falar abobrinha e vamos ao post de hoje...
Adoro seguir perfis de fotógrafos, porque é como se você estivesse vendo o mundo pelos olhos de outra pessoa. Sem contar que muitas dessas fotografias são inspirativas pra escrever... Então, se você for como eu e gostar de fotografia vai adorar esses cinco perfis que trouxe para o post de hoje.


St.Pierre apesar do que o nome pode sugerir é um fotografo de North Attleboro, EUA. Sua fotografias retratam coisas do dia a dia, geralmente a uma meia luz que dá ao mesmo tempo uma delicadeza e melancolia confortável. Não sei explicar muito bem.  Ele também tem alguns photoshoots em Preto e Branco que são maravilhosos, e fotos de lugares cuja displicência podem lhe fazer querer se tele transportar.

Julia é uma fotografa australiana cujo trabalho gira em torno da fotografia de modelos e do mundo fashion. Ela também mantém um blog com as fotos de suas viagens, cliques lindíssimos e que vivem me dando vontade de escrever. As fotos que ela compartilha tanto no flickr quanto no integram tem uma pegada lúdica e por vezes até fantasiosa. Lembro que comecei a segui-la porque ela me lembrava elfos, mistério e algo meio mágico.
Joe não é faz tanto os gênero dos fotógrafos citados acima no sentido de que ele prefere lugares e animais a pessoas como protagonistas de suas fotografias. Mas o mais interessante quando penso no olhar por trás das lentes dele é que não há outra palavra se não “vivo” ou “vida” para caracterizar suas fotos, mesmo as de prédios e afins se mostram tão vividos que chega a se aproximar do surreal. A regra geral é a presença de cores lindas e que no meu caso vem acompanhado de um suspiro de admiração. 

Sharon é uma fotografa brasileira, atualmente residente em Londres, mas que sempre volta para cá á trabalho. Seu principal objetivo por assim dizer é fazer das fotografias um momento para captar memórias. Assim como a própria fotografa as seus cliques são cheios de uma delicadeza que passam um calma e uma sensação de quentinho no coração que é muito amor. Além de claro, ela ser ótima em captar momento de alegria genuína entre outras emoções tão belamente fotografadas. 


Soletre fofura: K.A.T.H.R.Y.
Pois é esse é o melhor resumo que posso fazer, porque há tempos não via tanta coisa cute em um só lugar como nas fotos da dona Kaythryn. E além de tudo Kaythryn pinta, então pode apostar que vai ter foto de pinturas no feed. E muito lindas por sinal.




A Torta Alemã, que na verdade não tem nada haver com a Alemanha, é uma das sobremesas favoritas de minha Mãe. Já postei aqui no blog minha primeira receita desse doce delicioso, e com o passar do tempo fui variando seu preparo. Esse ano, como sempre faço nos aniversários de Omma, lá fui eu para a cozinha fazer esse doce que ela tanto ama. Como sempre, tentei variar os ingredientes, dessa vez numa versão com uma bebida tradicional do Caribe que deixou a torta com uma pegada de trufa de licor muito gostosa. Por isso resolvi compartilhar com vocês

INGREDIENTES

- 200g de manteiga (sem sal) em temperatura ambiente
- 1 xícara (chá) de açúcar refinado
- 1 lata de creme de leite (sem soro)
- 1 caixa de creme de leite homogeneizado
- 1 pacote de biscoito (maisena/Maria/leite)
- 1½ xícara de rum (ron) escuro/encorpado (usei o Montilla Carta Ouro)
- 2 Barras de hershey's meio amargo
Ou
- 2 Barras de hershey's Ovomaltine + 2 colheres de cacau em pó.

Opcional:
1 vidro de cereja batizado previamente com um pouco de rum ou licor. (Você tira um pouco da calda da cereja e completa com rum, deixando alguns dias na geladeira para que a bebida se impregne na fruta)

MODO DE PREPARO

DICA 1: A manteiga precisa necessariamente estar em temperatura ambiente. Assim, tire-a da geladeira algumas horas antes do uso.

DICA 2: Comesse o preparo pela Ganache.
Se você não tiver o chocolate meio amargo, comece misturando as duas colheres de cacau em pó (não, não pode ser o chocolate em pó nem o achocolatado), com o creme de leite. Se tiver o chocolate pode pular para o passo seguinte
Em banho Maria coloque as barras de hershey's (elas pesam cerca de 130g, caso queira substituir) picadas ou quebradas em pedaços bem pequenos, e mecha até que derretam; Junte ½ xícara de rum, ou uma dose dupla, e misture bem. Desligue o fogo e acrescente o creme de leite de caixinha, misturando até homogeneizar bem. Reserve a ganache, assim ela terá tempo de esfriar.

Creme:
Coloque na batedeira a manteiga (já em temperatura ambiente) e o açúcar. Bata até obter um creme bem fofo e liso. Você vai notar o ponto quando a cor dele mudar de amarelo para branco e os gruminhos desaparecem. Se a sua batedeira não for orbital/planetária vá girando o bowl e tirando o creme que se acumula na beirada com a espátula.
Quando o creme tiver chegado ao ponto crescente o creme de leite (em lata sem soro) e bata rapidamente para misturar. Desligue a batedeira e reserve.

Montagem:
Escolha uma forma média de fundo falso, ou forre uma forma média com papel manteiga. No ultimo caso, deve-se sobrar papel suficiente nas beiradas para você puxar na hora de desinformar.
Acrescente em um prato fundo ou em outro recipiente similar o rum que sobrou com um pouco de calda de cereja (pode ou não ser aquela versão batizada). Molhe os biscoitos nele e faça à primeira camada da forma.
Acrescente uma camada do creme de manteiga, e depois molhe mais biscoitos e faça outra camada com eles. É importante molhar um biscoito por vez, ou eles iram começar a desmanchar ou  não darão firmeza suficiente para a torta. Após a camada de biscoito acrescente outra do creme. Repita o procedimento até quase o fim da forma, finalizando o biscoito.

Finalização:
Misture a ganache anteriormente preparada com um fuê para homogeneizá-la e cubra a ultima camada de biscoitos. Ela deverá estar um pouco fluida, e escorrerá para pelos cantos da forma, o que depois de desinformar dará um efeito parecido com uma cheescake.
Acrescente algumas cerejas por cima para decorar.
Leve à geladeira por no mínimo 4 horas ou até que o doce fique bem gelado. O ideal é fazer a noite e desinformar no outro dia.
Retire o doce da geladeira, desinforme e sirva a seguir.

OBSERVAÇÕES:
  • Para a manteiga, também é possível usar uma latinha daquela menor de margarina (sem sal), a de 250g.
  • Você pode acrescentar frutas junto da camada do creme. Enfeitar as laterais com palitinhos de chocolate como na versão anterior.
  • Se quiser pode trocar o rum por algum outro licor, apenas recomendo algo que não seja muito doce.





Autora: Sophie Kinsella

Título Original:  The Undomestic Goddess

Páginas: 510 Páginas

Editora: Record

Sinopse: Samantha Sweet é uma advogada poderosa em Londres. Trabalha dia e noite, não tem vida social e só se preocupa em ser aceita como a nova sócia do escritório. Ela está acostumada a trabalhar sob pressão, sentindo a adrenalina correr pelas veias. Até que um dia... comete uma grande mancada. Um erro tão gigantesco que pode destruir sua carreira. Samantha desmorona, foge do escritório, entra no primeiro trem que vê e vai parar no meio do nada. Ao pedir informação em uma linda mansão, é confundida com uma candidata à doméstica e lhe oferecem o emprego. Os patrões não fazem idéia de que contrataram uma advogada formada em Cambridge, com QI de 158, e que não tem a menor noção de como ligar um forno! O caos se instala quando Samantha luta com a máquina de lavar... a tábua de passar roupa... e tenta fazer cordon bleu para o jantar... Mas talvez não seja tão incapaz como doméstica quanto imagina. Talvez, com alguma ajuda, ela possa até fingir. Será que seus patrões descobrirão que sua empregada é de fato uma advogada de alto nível? Será que a antiga vida de Samantha irá alcançá-la? E, mesmo se isso acontecer, será que ela vai querer de volta? A história de uma mulher que precisa diminuir o ritmo. Encontrar-se. Apaixonar-se. E descobrir para que serve um ferro de passar..


Continue lendo...





Ela acordou um tanto desorientada, era cedo e as demais pessoas da casa dormiam. Seus pés a levaram a cozinha, onde acabou ligando a chaleira para aquecer um pouco d’água. Dedilhou as portas do armário, abrindo-o e observando as diversas caixas coloridas. O aroma de ervas se misturando naquele pequeno espaço. Enquanto ponderava sobre qual dos sabores escolheria naquela manhã, pegou sua caneca favorita e uma lata de biscoitos amanteigados, colocando-o sobre a bandeja com um pequeno pote de açúcar. Por fim decidiu-se pela caixinha esverdeada, com belas folhas desenhadas. 
Pinçou um sachê e rasgou o envelope, já sendo atingida pelo cheiro refrescante e ao mesmo tempo aconchegante de uma de suas infusões preferidas. Intenso, como se a própria planta recém-colhida estivesse presente no ambiente. Com um sorriso nos lábios colocou o saquinho em infusão, deixando pender a TAG com o logo em forma de coroa.
Ao despejar a água em fervura no recipiente o cheiro se intensificou por alguns segundos, até que ela o abafou. Deixou a cozinha carregando a bandeja com seu convidativo café da manhã. Seguiu para o escritório, passando pelo dock-station para dar play em uma playlist de canções de acordes delicados e melodias doces.
Na estante pegou um de seus livros. Acomodou-se no sofá e abriu-o na pagina indicada pelo marcado, ao mesmo tempo bebericando um pouco do chá. Um sabor refrescante e ao mesmo tempo aconchegante se espalhou por sua boca e a aqueceu, não apenas em temperatura como em sentimento. Como se tivesse tido um belo descanso numa casa amiga cujo sono restaurador parecia ser ainda mais revigorante que o normal...
E naquele clima fantasioso, numa narrativa que falava de elfos e outros seres mágicos que a garota tanto amava, ela se aconchegou a manta que estava sobre estofado. Deixando que sua mente a transportasse para o ambiente da história.
Não sabia se a magia como descrita nas fábulas existiam no mundo, mas, para ela, aquela combinação não poderia ser outra coisa que não um tipo de mágica.



No primeiro post dessa série sobre séries "de época" com personagens femininas forte eu falei sobre Agent Carter. Hoje volto com a indicação/resenha de uma maravilhosa série Britânica: 

The Bletchley Circle é uma série estreou em 2012 na Inglaterra pelo canal ITV. Sua história começa em 1943, durante a Segunda Guerra mundial, onde um grupo de mulheres escolhido cuidadosamente trabalha em Bletchley Park decodificando mensagens da Enigma, com ajuda da máquina do projeto Ultra (Sim, é aquela maquina que aparece em The Imitation Game [2014], ótimo filme por sinal!).
Nesse seleto grupo de mulheres encontram-se nossas protagonistas. Jean, a “chefe do departamento” uma mulher perspicaz com muitos contatos e influência no meio onde trabalha; Susan, uma matemática capaz de ver padrões onde poucos conseguem e cuja mente é formidável em quebra cabeças; Lucy, que possui memória fotográfica e é capaz de lembrar de tudo que viu, mesmo que só por alguns segundos; e Millie, uma ruiva dissimulada de gênio forte e poliglota.  Além disso, na segunda temporada também somos apresentados a Alice, uma mulher que se dá muito bem com máquinas, e é capaz de consertá-las com uma facilidade incrível.
Conheceremos o trabalho dessas mulheres de acordo com os casos que surgem na história, pois a trama é focada no que ocorre 9 anos depois do fim da guerra. Quando Susan não consegue deixar de lado seu dom e trabalho que marcou sua vida. Assim, ao acompanhar as noticias da policia pelo rádio, descobre um padrão na morte de quatro mulheres.

Continue lendo...